terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

'Todos são inocentes até que se prove o contrário'
Não, definitivamente, essa frase está errada.
A certa seria: Todos são culpados até que se prove o contrário.
Sim, tenho o pé atrás com tudo. Sou desconfiada, estranha, medonha as vezes.
Tenho idéias de parecem malucas, mais fazem sentido, se você usar a sua capacidade de pensar.
Já tive cabelo preto, vermelho, loiro, branco, liso, cacheado, ondulado, crespo.
Já usei pircing, já tatuei o que eu queria.
Já varei noites bebendo, outras vendo filmes, outras pensando na vida.
Já tive a oportunidade de expressar o que eu sentia pra milhares de pessoas ouvirem. E senti um orgulho imenso de mim mesma por conseguir falar.
Já acreditei nas pessoas e já tive o desprazer de saber que elas mentem, e isso foi dolorido.
Já briguei com irmãos, já fiz as pazes, e briguei novamente. Hoje EU NÃO OS TENHO. Matei todos dentro da mente e exterminei qualquer sentimento bom em relação a eles do coração.
Já contei segredos que queria guardar, já guardei segredos que queria contar. Hoje, eles quase não existem, afinal, segredos são coisas ou acontecimentos de pessoas que temem alguma coisa, eu não temo nada que possa vir da boca de alguém ou o que possam pensar a meu respeito.
Já perdi pessoas importantes e já perdi pessoas MUITO IMPORTANTES.
Importancia essa, que é incalculável, não posso medir, nem comparar a nada.
Já 'morei sozinha' mesmo que obrigatoriamente, eu vivi um tempo da minha vida com deveres e responsabilidades que me fizeram dar valor aos pais, mesmo que as vezes a minha ironia e falta de paciência não colaborem, eu dou um valor absurdo a eles, valor esse que ninguém faz idéia.
Já fui assaltada e quase morri de susto.
Já menti, omiti, distorci fatos. 
Já sofri acidentes de carros, já cai de moto, já fui refém em um assalto, já até presenciei um assassinato. 
Vi de perto injustiça, discriminação.
Já mandei um tijolo para o céu ajudando a procurar uma criança desaparecida.
Aprendi a dar valor no dinheiro, e aprendi também que ele não é tudo, que embora ele compre muita coisa boa, ela não compra a vida de ninguém, e foi trágico chegar a essa conclusão.
Aprendi que não existem amigos, e que quando se precisa de alguém, deve-se ligar antes e agendar um horário, afinal, só você que está a disposição de todo mundo.
Aprendi que quando se faz coisas certas, nunca é dado o valor merecido. É preciso fazer tudo errado pra alguém notar que você fez muito certo.
Aprendi que internet é um mal necessário.
.. que cigarro é ruim e prejudica a saúde, que cerveja é amarga mais é bom, e giló é ruim.
Aprendi que as vezes é bom ligar para os poucos amigos e lembrá-los do quanto eles são especiais. Isso faz bem a eles e a nós.
Eu já vivi e presenciei tantos fatos, alguns bons, outros nem tanto, mais todos contribuiram grandiosamente para o meu caráter e 'crescimento'.

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