segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Quando eu digo que sinto de um amigo, ainda posso procurá-lo, saber como está.
Quando sinto saudade de um lugar, posso ir até lá, ficar um tempo, voltar quantas vezes quiser.
Quando sinto saudade do Henrique, o vejo, mesmo que com dificuldades a gente ainda consegue dar um jeito.
Mais o que eu faço com a saudade que eu sinto de você ?
.. já não posso mais te visitar, te tocar, abraçar.. sentar no seu colo e chorar minhas desilusões, te olhar profundamente nos olhos e te dizer o quanto eu te amo e o quanto eu sou grata por tudo.
O que eu faço com a saudade que não passa e não tem solução ?
Vejo suas fotos e é como se você fosse chegar de algum lugar e pedir pra jantar.
Acho que nunca dei o valor merecido pelas vezes que você se sentava na mesa comigo e queria sabe do meu dia, o que eu tinha feito.. quem tinha visto, o que tinha marcado.
Acho que nunca dei valor pelas vezes que eu queria sair e você ficava mais de mia hora me interrogando:
Filha, mais vai com quem ? que horas volta ? por que vai ?
O que eu faço com essa dor que não tem remédio como uma dor de dente.
O que eu faço com esse vazio que ficou esperando você chegar, se você nunca mais vai chegar ?
O que eu faço com essa saudade ?
Com meu coração mole ?
Com o aperto que eu sinto cada vez que ouço NAVEGANTE ?
O que eu faço pai ? Me da uma solução agora, afinal você sempre teve solução pra tudo.

Pai, a saudade que eu sinto de você não cabe mais em mim, e eu, como você, não sei lidar com isso, não sei não chorar, não sei não sentir falta.
Eu vivi 17 anos com você, por você. E de repente a vida me puxa um tapete, é como se tivessem tirado a minha força, minhas vontades, minhas manias.
Eu fiquei aqui, crua, por que levaram a melhor parte de mim.

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